Sismos:
- são vibrações que se propagam através das rochas e cuja occorrência está, habitualmente, associada a causas tectónicas e aos limites de placas tectónicas (embora possam ter outras origens).
- Algumas das outras origens podem ser: movimentos magmáticos, escorregamentos de terrenos, colapso de cavidades, explosões, etc
- Os mais fortes são de origem tectónica e estão associados a falhas – fracturas criadas na litosfera pela actividade tectónica e acompanhadas por um movimento relativo entre os 2 blocos fracturados.
- Segundo a teoria do ressalto elástico, nas falhas activas, ocorre concentração e posterior libertação de tensões acumuladas nas rochas (as forças tectónicas vão deformando as rochas). As rochas entram em ruptura quando a tensão ultrapassa um certo limite e ressaltam elasticamente, libertando energia sob a forma de calor e de ondas elásticas que provocam o sismo.
Ondas sísmicas:
- são vibrações que se propagam a partir do foco, através das rochas, em todas as direcções.
- há 2 grandes grupos: as interiores, que se propagam no interior da Terra e as superficiais, que resultam da chegada das interiores à superfície.
- As interiores são as P e S, segundo chegam à superfície em primeiro ou segundo lugar.
- As de superfície são as R (Rayleigh) e as L (Love).
- As ondas de Rayleigh (R) são ondas de superfície que se propagam como as ondas na superfície da água. A existência destas ondas foi prevista por John William Strutt, Lord Rayleigh, em 1885. São mais lentas que as ondas de corpo. Essas ondas são o resultado da interferência de ondas P e S. Estas ondas provocam vibração no sentido contrário à propagação da onda, ou seja, um movimento de rolamento (descrevem uma órbita elíptica), e a sua amplitude diminui rapidamente com a profundidade.
- As ondas Love (L) são ondas de superfície que produzem cisalhamento horizontal do solo e a sua energia é obrigada a permanecer nas camadas superiores da Terra. São assim chamadas em honra de A.E.H. Love, um matemático britânico que criou um modelo matemático destas ondas em 1911. Essas ondas são o resultado da interferência de duas ondas S. São ligeiramente mais rápidas que as ondas de Rayleigh. São ondas cisalhantes altamente destrutivas.
Teoria Catastrofista:
- O Catastrofismo foi a corrente de pensamento geológico mais aceite até meados do século XVIII, sendo o seu principal defensor Georges Cuvier (1769-1832), pai da paleontologia.
- Esta corrente de pensamento que explica que as alterações que ocorrem na Terra são consequências de fenómenos súbitos causados por acontecimentos catastróficos; que por vezes eram considerados manifestações da intervenção divina. Atribui a catástrofes, nomeadamente inundações diluvianas, a explicação para a ocorrência de rochas com características marinhas em zonas continentais. Cuvier explicava com base nessas catástrofes e no criacionismo, a presença em certos estratos de fósseis de seres vivos que não existem na actualidade e que seriam únicos nessas sequências sedimentares.
- O Catastrofismo considera a existência de fenómenos catastróficos que atingiram grandes áreas da terra e que teriam causado a extinção de um grande número de espécies. Cuvier, na tentativa de explicar essa extinção e posterior repovoamento, admitiu a existência de pontes que teriam permitido a migração de espécies das regiões não afectadas. Esta teoria caracteriza-se por apresentar eventos pontuais, dirigidos e sem ciclicidade.
- O Uniformitarismo, por oposição ao catastrofismo, considera que as leis naturais são constantes quer no espaço quer no tempo e as mudanças geológicas são lentas e graduais, de modo idêntico nas diferentes etapas da história da terra. Esta teoria foi formulada por James Hutton e retomada por Charles Lyell.
Comentários Recentes